quinta-feira, 25 de setembro de 2014

“Sexo e as negas”
Por: Johnny Santos

Povo de Godah, voltei! 

Após várias críticas lidas na internet, ouvidas nas rodas sociais que frequento e nas mídias sociais, atendendo à pedidos resolvi assistir o programa da Rede Globo de Televisão. Quem acompanha este blog, sabe minha opinião sobre a emissora destruidora de vidas.

Bem, o tema central do episódio desta terça-feira 23 de setembro, foi o poder do cabelo e sua influencia na atividade social da mulher, sobretudo da negra, foco do programa. Primeiro vale observar que o programa é tendencioso e sem escrúpulos. Sua ideia inicial era valorização da mulher negra.

Escrito por Miguel Falabela, que, por esta obra, acredito que desconheça a historia passada e contemporânea do povo negro, sua identidade e sua cultura, me deixou perturbado. A primeira impressão que tive foi de estar preso no passado onde o negro ainda se mantinha apenas na classe C (apenas pra começar o desenrolar da conversa), onde não tinha oportunidade de crescimento e de conseguir uma posição social elevada. Não estou aqui dizendo que o negro tenha as mesmas condições que o branco, de fato não tem! Estou dizendo que o programa anula essa ideia e reforça a discrepância.

As personagens são: pobres, mal amadas e todas usadas e abusadas de alguma forma, a empregada doméstica pelo patrão, a desempregada (que neste episódio conseguiu um emprego, se humilhando) pelo affair, a funcionária do teatro, pelo namorado (agora ex) e a ultima por um “eventual”. Tratadas como meros objetos sexuais, e incentivando essa postura à sociedade.

Um programa cheio de estereótipos, extremamente tendencioso, que enfurece a comunidade negra, fortalece o preconceito e, o pior, está sendo transmitido em cadeia nacional para milhões de brasileiros e pela globo internacional! Não consigo mensurar o que me assusta mais: a não intervenção do ministério público (se de fato alguém entrou com uma ação), a audiência que o programa está tendo, a inércia de mobilização contra esta aberração do mundo televisivo, a defesa ridícula do escritor alegando ser uma homenagem e valorização da mulher negra.

Ao assistir o programa senti náusea, ânsia de vômito, raiva, nojo, fiquei perplexo! Me resta agora assistir algo bom pra amenizar o que meus olhos viram. E que esta informação não seja esquecida, e sim continue sendo combustível na luta contra essas formas maquiadas de fortalecer a desigualdade racial.

Angustiado,

Johnny Santos!

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